QUE TÊM DE ESPECIAL As MÃES DE MENINOS ESPECIAIS?
Publicado em MADRES PARA CAMBIAR LAS COSAS
Por GRACIELA BUONOMO de LA SONRISA DE ARTURO
| Em primeiro lugar, têm um poder de reação que é invejável. Todas deveram superar o transe do diagnóstico e sacar forças de fraqueza. Pensemos que, depois de receber a notícia, nada tanto faz, já não tanto faz nem o sol nem a chuva, nem são iguais os bebês nem as mamães...tudo muda, é o antes e o depois do diagnóstico. E, ante esta mudança, o âncora é a mãe, é a que reage, devolve a serenidade, tranqüiliza, é a que procura a informação, é a que aprende, é a que ensina. Inesperadamente e porrazo seu papel de mãe se viu complicado e ela nunca tinha considerado sequer essa possibilidade. Essa mãe, disposta a ser simplesmente mãe, deveu aprender a cumprir tantos papéis... médico, enfermeira, terapeuta, maestra, ao mesmo tempo em que cumpre seu papel de mãe. Deve suportar que se desdibuje seu papel e que as vezes prive o que não é pertinente ao projeto originário; deve aceitar de bom grau a intromissão de uma pessoa 'de afora' que lhe ensina como relacionar-se com seu filho, que lhe indique tudo...como dar-lhe de comer, como falar-lhe, como cantar-lhe, e ademais deve ir animosa ao exame semanal no que deverá render contas do feito. As mães especiais vêem a seu filho especial através de um cristal de tintura diferente...amam-no, mimam-no, protegem-no, cuidam-no e o avaliam constantemente...quiçá só o olhem como filho quando esteja dormido e quando não tenham que ver se saca a língua ou se senta com as pernas abertas ou se lhe desvia um olho... As mães especiais também se vêem pressionadas pelo meio, sentem-se sempre em situação de exame; vão pela rua vasculhando a expressão dos caminhantes, vão à creche atemorizadas por um possível relatório negativo da maestra, vão de compras pretendendo que seu filho seja um modelo de qualidades porque sentem que isso lhes exige a sociedade; vão, temerosas, ante as docentes e terapeutas a perguntar o por que de uma metodologia ou de um objetivo quando, se fosse um menino comum, diretamente questionariam o tema e o levariam ante uma reunião de pais de classe... mas ali são as únicas, estão sós e não se animam a propor um tema como esse aos demais... Os demais olham os lucros de seus filhos com assombro e se o comunicam em forma de 'elogio simpático' e elas seguem sofrendo em solidão porque lhes marcam as diferenças e não as similitudes. Não falta quem, ante o menino especial numa festa infantil, perguntem se toma Coca Cola e há que ter muita presença de ânimo para responder 'se há, sim; se não, suco por favor'... E quando a mãe vai procurar ao menino, não faltará a avó que lhe comente 'visse o bem que jogou e como se ria com o palhaço' e a mãe fará de barrigas coração e assentirá com um sorriso... As mães especiais têm o privilégio de conhecer momentos de profunda felicidade e satisfação que as mães comuns, as vezes, não sabem apreciar...cada lucro, cada progresso serão motivo de uma alegria sem igual e lhes darão forças para seguir adiante, pondo uma canção em seu coração que perdurará nos momentos de desalento. Las madres especiales trabajan y reeducan a tiempo completo...no lo deberían hacer, pero es tal el ansia de ver bien a sus hijos, de alcanzar las metas deseadas, que no cejan y siempre incorporan lo pedagógico en las circunstancias más informales. Cuando discuten una alternativa de tratamiento y plantean que no están conformes con la misma, deberán soportar que algunos las miren con suficiencia como planteando que 'aún no han asumido la realidad del diagnóstico' y ellas deberán retirarse, sumisas, salvo algunas que son las que 'rompieron las cadenas', sabiendo en su fuero íntimo que tienen razón por tener aspiraciones para sus hijos y debiendo conformarse con lo que 'graciosamente les conceden'. As mães especiais parecem ser mães de cidadãos de segunda, e se espera que agradeçam qualquer concessão e as vezes, se não receberam a ajuda oportuna, caminham pela vida como pedindo desculpas pelo ocorrido E PEDINDO QUE A LEI SE CUMPRA. Suportando também a ignorância da sociedade em todos os âmbitos...O terrível é que as mães especiais têm dias de vinte e quatro horas como o resto das mães e nesse lapso deverão atender a tudo o estritamente pertinente a seu papel, também ao terapêutico e, por se isto fora pouco, deverão sobrepor-se aos obstáculos, superar os preconceitos, ensinar com o exemplo e ter uma paciência de santas. |







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